ENTENDA UM PONTO CENTRAL NO PODER DA OBRA

Foto extraída do blog menteabertaicm.blogspot.com.br

Centralização do poder

A centralização do poder é aplicada a todas as “unidades locais” – assim denominadas as igrejas em si pelo Estatuto da Instituição Igreja Maranata – espalhadas por todo o país e mundo, e estão plenamente subservientes aos desejos e ordens da cúpula central da Instituição. Não há individualidade e liberdade para o ministério local trabalhar as particularidades da igreja, conforme a inspiração do Espírito Santo, tampouco há respeito e consideração às individuais necessidades da igreja local. Todas as igrejas estão sob o domínio totalitário do Presidente, as quais devem seguir pragmaticamente o modelo, as determinações e as ordens “reveladas por Deus” exclusivamente a ele e ao Presbitério. Mensalmente todas as “unidades locais”, dos Estados ou cidades do país, com seus respectivos pastores e membros, deslocam-se, em caravana, com o fim de se reunirem em conjunto nas chácaras da Maranata, em um absoluto estado de isolamento da civilização (visando a facilitação do recrutamento), submetendo-se a um intenso doutrinamento na ideologia “Obra como forma de vida”, ministrada exclusivamente pelos pastores do Presbitério e, sobretudo, pelo Presidente – através de transmissão via satélite/vídeo-conferência (em telões) diretamente de Vitória-ES.

Após a aquisição de um satélite em 2010, o Presbitério passou a centralizar quase que exclusivamente a responsabilidade dos ensinos doutrinários em si mesmo, retirando praticamente a pedagogia religiosa dos diáconos e pastores das igrejas, de tal modo que durante três ou mais dias da semana o Presbitério, obrigatoriamente, entra em sinal com todas as igrejas do Brasil e exterior para transmitir as ditas novas (e reforçar as antigas) “orientações” e “revelações do Senhor” à “Igreja Fiel”. Até a ministração da Palavra nos cultos, por vezes, é realizada através de via-satélite, para todas as igrejas se voltarem para a pregação do Presidente ou de seus correligionários. Todas as igrejas devem acatar a transmissão e pregações por vídeo-conferência, sob pena do pastor local ou o contestador sofrer severas sanções.

Em reforço ao governo totalitário, em 2011, o Presbitério implantou o Sistema de Gestão de Igrejas (SGI), que consiste num programa de informática, no site da Maranata, de acesso exclusivo e fechado aos pastores das unidades locais e seus respectivos ajudantes (diáconos, obreiros capitães de Grupo de Assistência ou secretárias), no qual devem relatar semanal e mensalmente dados e números referentes aos membros da igreja local. Desde as presenças individuais de cada membro aos cultos, aos mutirões, aos ensaios, às reuniões, a quantidade de faltas às madrugadas, às vezes das inscrições em seminários, à fidelidade ao dízimo, até a nível de igreja, como o número de batizados por temporada, o censo da Igreja Local, as quantidade de reuniões semanais, enfim, tudo dever ser devidamente reportado ao SGI com dados e relatórios, em caráter permanente, obrigatório e constante, para que o Presbitério possa controlar e ter ciência dos mínimos detalhes que ocorrem nas igrejas da Maranata.

Stanislaw Ponte Preta

COMENTÁRIO DIGA NÃO ÀSEITA

Será que a coisa funciona assim mesmo, como o nosso irmão Stanislaw relatou? Bem, vamos para um caso prático:

“Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. (Atos 5:29)

Acabei de conversar com o Pr. Roberto Pires, homem de Deus como sempre foi e continuará sendo.
Para deixar claro ele não entregou igreja e nem saiu da ICM, ele pediu LIBERDADE para trabalhar com o rebanho o que evidentemente lhe foi negado.

Eles simplesmente propôs analisar tudo que viesse do presbitério como verdade absoluta e em comum acordo com a igreja colocar em prática ou não, mas por não concordarem com a colocação dele de pastorear segundo o que a bíblia ensina que é o sacerdócio universal do crente não houve acordo.

O acordo hoje é: “OU ACEITA TUDO OU TÁ FORA”

Infelizmente tem muitos pastores que aceitam tudo porque não querem estar fora, não querem perder o status, o cargo conquistado e por isso não se colocam contra o que é errado, infelizmente estes são fortalecidos pela igreja que fica inerte assistindo tudo sem se posicionar contra o que é errado, mas isso é por falta de conhecimento bíblico, pois acreditam apenas no que é falado e não comparam pela palavra como os crentes de Beréia.

O Pr. Roberto Pires preferiu sentar no banco da ICM em Itacibá 6 a ter que se submeter as “verdades” do presbitério.”

Reginaldo Nogueira

A frase do irmão Reginaldo resume tudo: “ou aceita tudo ou tá fora”, em se falando da organização eclesiástica empresarial “obra”. O exemplo do pastor Roberto é claro, nítido, cristalino a respeito da corroboração da tese de Stanislaw. Para quem conhece o gedeltismo, todos sabem que esse não é o único caso, não é mesmo?

Apenas para dar uma contribuição a respeito do assunto, como um organizador de ideias, gostaria de lembrar daquela “explicação” dada pelo pes, que justificaria a implementação e o uso obrigatórios do satélite nas unidades locais da seita maranata. As imagens eram de umas setas apontadas para todos os lados, ilustrando como era antes do satélite, quando os gestores locais ainda conseguiam pregar conforme as necessidades específicas, mas que eram substituídas por setas direcionadas para o mesmo ponto, indicando que o “ensino seria unificado”, exatamente com o enxerto do sistema em comento.

Já em processo de desintoxicação, mas ainda dentro dos domínios do palácio, aquilo me incomodava, pois era dito que a obra não estaria preocupada com os cultos, estudiosos, que estariam em pontos fora da curva, mas sim na grande massa, nos ditos mais “humildes”, que marchariam para um mesmo “rumo”, com um clara propaganda do sistema “satélite” como se uma maravilha fosse, e ainda que se preocupava com os desfavorecidos…que maldade! Não que eu me sentisse culto, mas me considerava, pelo menos, interessado, e isso era um grande balde de água fria, principalmente para quem gostava de trazer um estudo puramente bíblico para as reuniões, quando os “meias-solas” deixavam.

Portanto, que mensagem direta mesmo (nem subliminar) era transmitida? A de que os “mais sabidos” e principalmente os “menos sabidos” teriam que acompanhar o “dinamismo” da obra, promovido pela dependência dos ensinos centralizados do satélite, e ainda, como bem registrou o irmão Stanislaw, para que as gentes aprendessem a pedir sempre benção aos gestores da seita, quer seja individualmente, na condição de “ungidos do sinhô” ou como parte do “infalível” e agora “mais famoso” presbitério (ou seria alcateia?), que constantemente massificava a sua imagem, marca, logotipo, vinheta, participação, intervenção, orientação, nas sessões obrigatórias do famigerado “chatélilte”, expostos na tela.

Sobre questão de centralização de poder, gostaria de colocar um ponto para meditação sincera de todos que já tiveram contato com o gedeltismo: o grande líder não saberia de nada mesmo, a respeito de tudo que agora é revelado ao público externo à obra? Será que algum prego foi colocado em algum lugar das dependências da seita, sem o aval do maioral octogenário? Como diz a Umbelinda: Hein? Hum? Huum hum?

E você: ACEITA TUDO DA OBRA ou TÁ FORA?

Fiquem todos com a Graça e a Paz de Deus!

Alandati.

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2 Respostas para “ENTENDA UM PONTO CENTRAL NO PODER DA OBRA

  1. A propósito, há mais um comunicado sobre uma transmissão do chatélite no final de semana do feriado. Veja:

    “IGREJA CRISTÃ MARANATA – PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE
    Vila Velha, 19 de fevereiro de 2014
    CIRCULAR N.º 006/14 – TRANSMISSÃO VIA SATÉLITE
    Comunicamos aos Pastores que no sábado, dia 01/03/2014, será disponibilizada a transmissão via satélite de um culto com louvor
    e mensagem para todas as igrejas, às19h30min, horário de Brasília.
    Informamos ainda que no domingo, dia 02/03/2014, será disponibilizada a transmissão via satélite da última aula do Seminário para todas as igrejas, às 08h10min, horário de Brasília.
    Estas transmissões serão feitas, ao vivo, a partir do Maanaim de Domingos Martins-ES.
    Ambas as transmissões serão retransmitidas.
    A Paz do Senhor
    O Conselho Presbiteral”

    Fonte: página do facebook de Luiz Antonio Moreira Soares

    Pergunta:será que o pastor local teria autonomia em escolher ligar ou não o equipamento, fruto de descaminho?

    Interessante os termos usados: “será disponibilizada” a transmissão, parecendo que seria uma opção lançar mão do que se disponibiliza. Me engana que eu gosto!

    Paz de Deus,

    Alandati.

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