MISTÉRIOS DA OBRA ALÉM DO HORIZONTE

Gostaria de trazer, neste artigo, uma comparação entre a obra maranata e o enredo da novela atual, das 19 h, da Rede Globo, denominada “Além do Horizonte”.

Primeiramente, precisamos conhecer a história da novela, com todos os detalhes, para depois então verificarmos as similaridades encontradas entre a ficção televisiva e a realidade da obra.

O enredo da novela nos remete aos filmes “A Vila”, “A Ilha” e “Horizonte Perdido” e ainda lembra muito a série de televisão “Lost”, sendo que, em linhas gerais, há um espaço delimitado, frequentado pelas mesmas pessoas, sob determinadas práticas, tradições e regras, e que angustiam a todos, quando não permitem que a saída dos limites seja tranquila e fácil, até impossível, fechando um looping em torno daquele espaço geográfico.

Um visionário empresário, chamado Luis Carlos Barcelos, o “LC”, personagem de Antonio Calloni, decide abandonar sua esposa e sua filha, para montar uma comunidade fechada, isolada da civilização, no meio da floresta amazônica, que recrutaria voluntários para o trabalho de pesquisa e manutenção da “felicidade concreta”.

A tal felicidade buscada seria atingida de forma artificial, quando o paciente passasse por um equipamento, conhecido como máquina da felicidade, para ser submetido a um processo químico, que traria imediatamente um sorriso bobo no rosto. Além disso, todo tipo de visão pessimista é banido da vida do indivíduo que teria passado pela tal máquina, tornando-se um verdadeiro bobo-alegre.

Devido ao fato de o efeito da máquina ser provisório, LC busca incessantemente uma fórmula estabilizadora, que pudesse garantir a bobeira permanente dos seus desafetos. Para isso, mantem um laboratório sofisticado, clandestino, com cientistas trabalhando dia e noite, para conseguir esse objetivo, e que se utiliza de cobaias humanas, o que lhe permite acarretar grandes somas de dinheiro, proveniente de investidores, que apostam na fabricação do produto “felicidade concreta”.

Fica evidente que a intenção não é a felicidade de ninguém, e sim o enriquecimento, por meio da manipulação das pessoas, pois qualquer insurgente, dentro da comunidade, que busque afrontar o “grande mentor”, como é conhecido LC, vai para a máquina da felicidade, e volta mansinho, sem questionar, feliz, e sorrindo. Em casos mais graves, dependendo do risco, o “grande mentor” não pestaneja em dar cabo à vida de ninguém.

O recrutamento para a comunidade é por meio de convites de pessoas próximas, geralmente dirigidos a membros da família abandonada, mas sempre seguido do apelo de busca pela felicidade concreta, mascarando a realidade do negócio que se administra dentro daquela sociedade secreta e criminosa. No geral, explora-se o estado de insatisfação da vítima com a sua vida no “mundo”, e lhe é oferecido um “universo” ideal, autossustentável, organizado, sem conflitos, que seria a vida dentro da comunidade.

Em não raras vezes, a vítima descobre que foi enganado, mas todo o sistema, com monitoramento de câmeras, vigilância dos outros comunitários e de seguranças, é movido para “trazê-lo de volta”, pela força, nem que seja preciso colocá-lo na máquina, e enclausurá-lo em áreas restritas e mentidas em secreto, dentro da comunidade. Em casos extremos, a morte do oponente é inevitável.

Bem, um empresário do ramo eclesiástico, visionário, decidiu montar uma comunidade secreta, ideal, sem erros, sem conflitos, com regras e práticas inventadas ou copiadas, única, expressão da manifestação de deus aqui na terra, e apelidou de “A obra”.

O objetivo nunca foi e nunca será o de proporcionar a felicidade, nem concreta nem abstrata, de ninguém, na obra, mas o de enriquecer. Antes, isso não era muito claro para alguns, mas agora, está evidente essa intenção, após todos os escândalos que envolvem a obra maravilhosa do gg. Alguém tem dúvidas disso?

Uma fórmula estabilizadora é buscada incessante pelo “grande mentor” da obra. Afinal, ver todos os que se insurgem contra o gedeltismo totalmente dementes seria um sonho. Por isso, não há medição de esforços para que o efeito da “máquina da felicidade” da obra dure o maior tempo possível. Infelizmente, dependendo da circunstância de cada um, alguns duram 5, outros 10, aqueloutros 20, 30 anos, de sorte que, de uma certa forma, o intento do “mentor” tem sido frutífero até então.

Seminários de heresias, mensagens tendenciosas, grandes reuniões de ostentação da comunidade “obra”, adestramento dos gestores do sistema, contratação dos “seguranças”, que fiscalizam quem pode colocar a obra em risco, circulares, contratação de profissionais do marketing, manifestos tendenciosos e falsos em jornais, coação de testemunhas, oferecimento de vantagens para os que pensam em sair ou já chegaram a se retirar, no intuito de deixar a dúvida: “não sei se vou ou se fico”, unificação de “entendimentos” por meio de transmissão via chatélite, etc. são medidas que se tornam eficazes em manter, por longos anos, a vítima sob o efeito da felicidade artificial da obra.

Tal qual a comunidade do LC, a obra do gg cresceu, trouxe enriquecimento, e o processo de recrutamento foi também parecido, durante esse período quadragenário, pois os convites, seguidos do apelo pela “felicidade concreta” na obra, que seria, supostamente, contrária a todas as tendências desanimadoras do “mundo” (tudo que está fora do limite da obra), fizeram com que diversos incautos, desconhecedores do Evangelho, fossem atraídos para a comunidade “obra”, e invariavelmente o fizessem em verdadeiro abandono da família, sobretudo com respeito aos membros que não se renderam ao “canto da sereia” da obra.

De fachada, tudo é belo, lindo e maravilhoso na obra, mas, nos bastidores, mentiras, traições, perseguições, heresias, apostasias, crimes (em tese), discriminações, desvios, maldades, e toda sorte de manipulações são práticas bem frequentes, principalmente entre os da cúpula. Ou seja, para os condôminos da obra, que buscam a “felicidade concreta”, “tá tudo bem”, ou “tá tudo certo”, ou “tá tudo feliz”, mas afinal estão todos sob o efeito da “máquina da felicidade da obra”. Relevante se faz uma pergunta: os membros da cúpula da obra também se submeteram ou se submetem à “máquina” uma vez sequer? Sendo mais claro, eles acreditam piamente no que eles transmitem como regra para os membros da sociedade sectária que fundaram, e seguem tudo que orientam? (Pesquise sobre esse assunto, e terás surpresas).

E você, tem certeza que não está sendo submetido a um processo químico de bestialização, dentro da comunidade “obra”? Será que não está sendo desencorajado a deixar os domínios do gedeltismo, sob ameaças de maldições, só porque pode diminuir o lucro do negócio do “grande mentor”, ou até mesmo colocar em risco a sua manutenção? Você acredita mesmo que encontrou a “felicidade concreta” dentro dos domínios da obra maranata?

Cuidado! Há vários mistérios além do horizonte da obra, que você nem imagina que existam! Há alguma coisa ainda a ser “revelada”, que consiga permanecer oculta, em se tratando da obra revelada, filho(a) único(a) maranata?

Foge dela, povo meu!

Graça e Paz,

Alandati.

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4 Respostas para “MISTÉRIOS DA OBRA ALÉM DO HORIZONTE

  1. Irmão amado, é o início da derrocada de uma visão equivocada do genuíno ensino bíblico e a precipitação nas malhas do misticismo. É demonstração da “cristianização” de práticas ocultas, em detrimento das Sagras Escrituras, minimizando a Obra Redentora de Jesus. Eu me lembro de um cidadão de nome John Wimber, um líder religioso da década de 70, admirador mais de “sinais” do que da verdade bíblica, em um artigo “Why I Love Mary”, acabou revelando seus objetivos inconfessáveis:
    “Quem não gostaria de se sentar junto com Maria e tomar com ela uma xícara de café, conversando a respeito da fé? A Bíblia deixa de nos dar algumas respostas que seriam fascinantes se pudéssemos conhecê-las”.
    Que o Eterno tenha misericórdia!!!!

  2. “Irmão amado, é o início da
    derrocada de uma visão equivocada
    do genuíno ensino bíblico e a
    precipitação nas malhas do
    misticismo. É demonstração da
    ‘cristianização’ de práticas ocultas,
    em detrimento das Sagras Escrituras,
    minimizando a Obra Redentora de
    Jesus. Eu me lembro de um cidadão
    de nome John Wimber, um líder
    religioso da década de 70, admirador
    mais de “sinais” do que da verdade
    bíblica, em um artigo ‘Why I Love
    Mary’, acabou revelando seu
    objetivos inconfessáveis:
    ‘Quem não gostaria de se sentar
    junto com Maria e tomar com ela
    uma xícara de café, conversando a
    respeito da fé? A Bíblia deixa de nos
    dar algumas respostas que seriam
    fascinantes se pudéssemos conhecê-
    las’.
    Que o Eterno tenha misericórdia!!!!”

    Prezado Jaime, sua colocação foi fantástica. O que você falou remete ao gnosticismo, bastante combatido por Paulo na igreja apostólica. O gnosticismo em linhas gerais é um conhecimento intuitivo cuja consecução se baseia em experiências místicas. Na ICM as “experiências” possuem um peso relevante, em detrimento da autoridade das Escrituras. Resultado: o misticismo disfarçado nega a Cristo. Leva a membresia à ruina espiritual por fim.

    Abraços fraternos.

  3. Obrigado, Maria Oliver! Gostei da habilidade em sintetizar a definição de gnosticismo, essa praga deletéria que tem assolado a Igreja de Cristo! Graça e Paz!

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