A INTERPRETAÇÃO PELO MÉTODO GRAMÁTICO-HISTÓRICO

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COMENTÁRIO DIGA NÃO ÀSEITA SOBRE A ENQUETE Nº 5

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O objetivo da enquete foi colocar em xeque a interpretação bíblica baseada na alegorização, e que recebe a denominação de “revelação”, que partiria da premissa que exista um significado maior e mais importante, que Deus quisesse dar aos registros das Escrituras Sagradas, dentro de um universo conhecido, no meio, como “mistério além da letra”.

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O enunciado da Enquete nº 5 que foi apresentado para os visitantes foi esse:

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https://diganaoaseita.wordpress.com/2012/10/04/enquete-no-5/

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Considerando que há vários tipos de interpretação bíblica, e que a icm adota primordialmente o alegorismo, esta enquete pretende fazer um levantamento a respeito desse método utilizado na maranata, e que recebe o nome de “revelação além da letra”. Com respeito à principal doutrina da icm, chamada “revelação além da letra”, o que você acha?

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E as alternativas de respostas escolhidas por ordem decrescente de incidência foram essas:

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60 % respondeu que: “É uma interpretação herege, pois indica que as Escrituras não são suficientemente inspiradas por Deus”;

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20 % optou pela resposta: “Acho que nem todos os textos podem ser alvos da revelação além da letra, pois alguns são expressamente diretos.”;

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10 % escolheu a opção: “Acho bonita e atraente tal interpretação bíblica, mas reconheço que a alegoria é perigosa, podendo haver afastamento do sentido do texto.”;

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10 % marcou a alternativa: “Acredito piamente que todo texto bíblico tem que ser interpretado por meio da busca do que está além da letra.”;

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Ninguém acredita, dentre os votantes, que “Apesar de reconhecer a inspiração divina, realmente é necessário buscar algo a mais, além do texto bíblico”, nem também que “Tanto faz interpretar com revelação além da letra como contextualmente, que no final, Deus vai falar de qualquer forma” e nem ainda que “Apesar de concordar que há risco em fugir do sentido, interpretando os textos bíblicos com revelação além da letra, eu acho sem graça a interpretação direta das Escrituras.”.

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Apenas organizando as alternativas escolhidas, podemos agrupar em 90 % os que consideram, pelo menos perigosa a interpretação bíblica com base em alegorizações (revelação além da letra, para a icm), sendo que a maioria vê como heresia, no sentido de se considerar o texto bíblico como não divinamente inspirado, visto que apresentaria lacunas (falhas) quanto ao perfeito entendimento, e que são portanto antagônicas à atuação de Deus, que sempre faz tudo perfeito, porque exatamente é perfeito.

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Outros ainda consideram que a alegorização (revelação além da letra) não pode ser sempre utilizada, e portanto, em alguns momentos somente seria útil, o que também pode ser temeroso, pois a pergunta que fica é: quando utilizar tal recurso e quando não utilizar? A preocupação que se deve ter é que estamos nos debruçando naquilo que é a herança eterna de Deus para nós, e quem saberá o momento certo de alegorizar, sem fugir das cláusulas expressas no Testamento? Não é impeditiva a alegorização, mas o risco que se corre, convenhamos, é alto!

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Dentro desse artigo, iremos abordar o método conhecido pelos teólogos como o GRAMÁTICO-HISTÓRICO, que é considerado, por muitos estudiosos, o mais acertado com relação ao entendimento da Bíblia.

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O propósito aqui não será de convencer ninguém a mudar a sua forma de interpretar a Palavra, pois isso depende de fé, mas serão apresentados argumentos fortes com respeito à primazia do uso desse método na interpretação bíblica, sobretudo por parte dos reformadores.

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Os registros aqui são oriundos de observações de uma ótima aula do Rev. Augustus Nicodemus, cujo título é “A importância da Interpretação”.

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Convido a todos para esse estudo, que é interessantíssimo!

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Vamos lá:

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A primeira assertiva que nos deparamos é que a Bíblia, apesar de ser escrita por inspiração divina, é uma reunião de textos, e por serem textos, há necessidade de interpretação.

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A importância da interpretação dos textos bíblicos então torna-se algo fundamental para que o homem descubra o que Deus quis para que o homem que aplicasse em sua vida.

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A excelência da interpretação pelo método gramático-histórico está em buscar por primazia uma teologia que seja realmente bíblica, ou seja, que busque entender o que Deus quis dizer ao homem com aquele registro textual.

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Segundo o professor Augustus Nicodemus, a referida interpretação é considerada como o método por excelência do cristianismo histórico, porque parte da premissa da inerrância da Bíblia.

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O nome de gramático-histórico foi dado a partir da Reforma Protestante, quando efetivamente ganhou notoriedade, embora já apresentasse princípios na Antioquia, no século III d.C.

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Um texto base é usado para introduzir o assunto:

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“E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;
Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.”.

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2 Pedro 3:15-16

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Os escritos apostólicos eram normas autoritativas que circulavam nas igrejas, que substituíam a presença apostólica, tanto é que Pedro chama os textos de Paulo, de Escrituras, sinalizando como aceitas com o mesmo pé de igualdade com o Velho Testamento. Isso quer dizer que as deturpações na interpretação são coisas sérias, mesmo que haja passagens difíceis.

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Do texto podemos deduzir principalmente que pode haver deturpação do sentido original, quando cita que os indoutos e inconstantes torcem, e a Palavra sentencia uma punição para quem procede dessa maneira, que é a própria perdição.

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Aprendemos então que nem toda interpretação é válida. No texto é colocado até em questão o destino eterno do homem, o que leva a uma preocupação de nossa parte em querermos interpretar os textos bíblicos sem distorção.

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No verso 17: “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;”, trata de homens abomináveis ou, em outras versões, insubordinados, que leva ao entendimento que há atitude de rebelião contra a autoridade de Deus. Há alerta ainda para os que são arrastados por estes que têm coração insubordinado em relação à Palavra de Deus.

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A pessoa não seguirá as Escrituras, mas será um insubordinado, embora use como base os registros bíblicos.

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O ponto de partida do método é que assume que a Bíblia é infalível, inerrante, inequívoca, portanto inspirada por Deus! Isso indica que há um esforço em harmonização entre textos aparentemente contraditórios, sem tomar partido de uma afirmativa ou da outra. Como exemplo, podemos dizer sobre o que Paulo aborda a respeito de fé, em Romanos, e Tiago, no capítulo 2, falando sobre obras, onde podemos ver que fé e as obras são faces de uma mesma moeda, e que o intérprete depende do lado que se olhe.

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O termo “gramática” não está diretamente ligado ao uso adequado das regras da língua, mas à origem do radical grama, que significa letra.

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Nesse ponto, peço vênia, para destacar uma inverdade que o maranatês nos ensinou, que se chama a descontextualização do trecho “a letra mata e o espírito vivifica”, pois o método mais aceito como correto na forma de interpretar a Bíblia leva em conta exatamente a “letra”, tão combatida na seita maranata, e que aqui é representada pela palavra “grama”. Curioso saber que andávamos sempre no sentido diametralmente oposto aos irmãos estudiosos da Palavra de Deus. Triste isso! Mas voltemos…

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A ideia principal é que, apesar da Bíblia ser inspirada por Deus, e ser encarada como inerrante, infalível, os livros são compostos por textos, e como tal, carecem de interpretação, de estudo, de conhecimento do contexto histórico onde estão inseridos, como qualquer produção textual. Por conta disso, o método de interpretação gramático-histórico não é o caminho mais fácil, porque o pesquisador das Escrituras precisa buscar conhecimento para entender os textos, visto que parte do entendimento que Deus usou homens, pessoas em épocas variadas na história, de conhecimentos e culturas em tempos e épocas distintos, e esse fato não pode ser esquecido pelo intérprete, para que se tenha o entendimento correto do seu ensino.

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A Bíblia é o único livro na categoria de ser divino, mas também é humano, porque é composto por escritos textuais, feitos por homens, e portanto precisa se submeter à análise gramatical, interpretação, tradução, e sintaxe.

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Um dos métodos que se contrapôs ao gramático-histórico foi o histórico-crítico, que combatia exatamente a premissa de que a Bíblia era inspirada por Deus e inerrante, visto que isso levaria a um vício na exegese bíblica, impondo a teologia sobre os textos, enquanto o correto, segundo os defensores desse método, deveria ser a leitura livre de todo pressuposto teológico, que controla a hermenêutica e exegese, ainda dos dogmas, teologias temáticas, confissões de fé, mas com a presença da maneira científica para ler, neutra, ou seja, deixando o “texto falar”. Mas, ao invés de colocarem os dogmas da teologia bíblica, colocaram os dogmas da teologia naturalista, e surgiram a partir de então os mitos, as fábulas, as lendas, as sagas, frutos da imaginação de povos ignorantes que não entendiam como era regido o universo. Depois, a preocupação era separar o mito da verdade bíblica, descobrindo as diferentes camadas desses mitos, como que se “descascassem” até chegar à verdade, por exemplo, de quem era o verdadeiro Jesus histórico.

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O que de fato ocorreu no método histórico-crítico é que tentaram interpretar a Bíblia, sem a doutrina da inspiração, mas com o racionalismo exacerbado, com cunho puramente científico. Esse método histórico-crítico foi sepultado por um alemão liberal, chamado Mayer, em 1975, declarando que esse método “não respeitou a Bíblia”!

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Voltando ao assunto principal, podemos dizer que o método gramático-histórico, mais do que qualquer outro sistema hermenêutico, segundo Nicodemus, tem apreço pelas Escrituras, estando mais próximo da tradição reformada, resumindo-se em uma combinação de duas atitudes em face das Escrituras: ORAR + LABUTAR!

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Não havendo esse apreço pelas Escrituras, o criativo pode abrir em qualquer texto e pregar em qualquer lugar, sem qualquer preocupação do contexto, cultura, traduções, análise gramatical, etc. E o Espírito Santo não vai ajudar o preguiçoso!

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A oração tem suma importância no método gramática-histórico, quando encara-se uma busca a Deus pelo sentido único que aquele texto quer representar, ou seja, chegar ao conhecimento da inspiração divina para aquele registro textual bíblico. Essa atitude parte da premissa do caráter divino das Escrituras, e que há necessidade de se conversar com o Autor.

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O labutar, por sua vez, leva em conta o caráter humano também dos registros bíblicos, exatamente por serem textos, escritos por homens, e mesmo que a despeito de terem sido inspirados por Deus, carecem de um certo esforço (labuta) para serem interpretados. Labutar significa ler comentários, ler bons livros, pesquisar, aprender língua original, se puder, fazer bons cursos, estar sempre se atualizando, ler, estudar, etc.

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Ao contrário dos alegoristas, que seguem o caminho mais fácil, descontextualizando os escritos, da história, do tempo, da cultura, da época da produção dos mesmos, o intérprete pelo método gramático-histórico precisa estudar todos esses aspectos, para que se garanta o sentido único que Deus quis dar ao permitir aquele registro bíblico.

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Falando um pouco sobre o método alegórico de interpretar a Bíblia, basta o sujeito ser criativo, para que se chegue a alegorizar os textos bíblicos, encontrando figuras que representem cada detalhe registrado, não havendo necessidade então de estudar todo o contexto histórico que envolveu aquele registro textual bíblico.

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Para que nós não venhamos a cair nessa “armadilha” de alegorização, faz-se recomendável responder às seguintes perguntas: O que a Bíblia está dizendo? Qual o sentido dos textos das Escrituras?

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Sem o interesse em responder a essas perguntas, o intérprete da Bíblia não pode ser considerado um pesquisador do verdadeiro e único sentido que Deus quis atribuir às Escrituras, e, portanto, não seria alvo de confiança por parte do ouvinte ou leitor de tal interpretação, dele proferida.

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Seria salutar exemplificar com uma interpretação alegórica, em contraponto ao verdadeiro sentido que o texto possua. Na parábola do Bom Samaritano, Lucas 10:30-37, alegorizando todos os detalhes, a interpretação do texto ficaria assim:

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O judeu = Adão, quando é assaltado = queda, o sacerdote = lei e o levita = sacrifício, que não ajudam o homem, bom samaritano = Jesus, põe vinho na ferida = sangue pelos nossos pecados, levanta = novo nascimento, põe em cima do jumento = evangelista, leva para a estalagem = igreja, chega para o estalageiro = pastor, duas moedas = batismo e santa ceia, e diz cuida dele até que eu volte = segunda vinda!

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A alegoria é fácil, basta ser criativo, e não precisa estudar a Bíblia!

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Quando se constrói uma teologia ou uma prática no alegorismo, achando, na Bíblia, o que mais ninguém acha, os líderes estão dizendo para o membro da igreja que a Bíblia diz uma coisa, e só eles sabem o verdadeiro sentido das Escrituras, tentando demonstrar uma ideia que o verdadeiro sentido da Palavra é tão espiritualizado, que só uma casta eclesiástica, composta de pessoas intelectuais, espirituais, podem compreender, arrogando-se como guardiões dos mistérios de Deus.

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A verdade é que a doutrina da reforma diz que a mensagem salvadora da Bíblia é aberta a todos, e que qualquer pessoa, no uso dos meios normais, pode ter uma compreensão salvadora da mensagem das Escrituras.

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O método gramático-histórico obriga os intérpretes a orar, e a estudar. Isto significa que as igrejas precisam investir em formação de estudiosos que busquem o sentido original da Bíblia, e isso demanda investimento de tempo e de recursos.

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O método gramático-histórico é simples, e depende mais de uma atitude para com a Bíblia.

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Os grandes pregadores, que marcaram a história da Igreja, fazendo avivamento, reforma, com a prática de uma teologia saudável, aproximaram-se da Bíblia como a Palavra de Deus, e tentaram interpretá-la com apreço pelas Escrituras, pois entendiam que foram registrados os textos por inspiração divina.

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COMENTÁRIO DIGA NÃO ÀSEITA:

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É, parece que o que sempre achávamos que era certo estava totalmente equivocado, e chegamos à conclusão tranquila que evidencia que não sabíamos nada de Bíblia, por uma razão óbvia, de não termos sido estudiosos enquanto estivemos na seita. Ao menos, a grande maioria! A não ser que buscássemos sozinhos, fora os ensinos que o pes disseminava.

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Eu pergunto: isso pretende ser mudado lá?

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Você quer correr o risco de ser indouto, inconstante, abominável ou insubordinado, conforme o texto de 2 Pedro 3:15-17, deturpando as Escrituras com alegorizações?

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A tua salvação está em jogo, sabia?

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O texto diz que aqueles que assim procedem, fazem “para sua própria perdição”!

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Pense nisso!

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A Paz do Senhor Jesus!

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Alandati.

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Aqui está o link com o vídeo da aula completa:

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Recomendo ainda a leitura do artigo:

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/09/a-obra-construindo-heresias/#comment-21028

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6 Respostas para “A INTERPRETAÇÃO PELO MÉTODO GRAMÁTICO-HISTÓRICO

  1. Pingback: ENQUETE Nº 5 | Diga não àSeita·

  2. Glória a Deus meu irmão Alandati, estava esperando vc abordar este assunto que votamos na enquete n°5. Quanto desperdício vivíamos ao olhar para a suposta álém da letra que enegrecia nossos olhos, e não atentávamos para a verdadeira mensagem de Deus… Pareciam como que escamas que caíram, então contemplamos o verdadeiro ensino de Deus e verdadeiramente podemos viver a palavra Divinamente inspirada!

  3. Meu Deus eu não paro de me surpreender a cada dia que passa com este ensino icemita, agora, eu é que pergunto que evangelho é este, que igreja é esta que segue práticas tão afastadas da ensino de Jesus. A cada dia que passa agradeço a Deus por eu e minha família estarmos fora desta igreja(ensino, mentalidade, puro pragmatismo).
    Irmãos o GG só destila ódio pelos retirantes, isto podemos ver agora que saímos, mas alguns vídeos que estão sendo veiculados na net com datas de 2002/03/04/05 etc… Quando ainda estava tudo tranquilo, tudo debaixo do pano,”relax”.
    Olha o cúmulo que o sr presidente da obra fala:
    A religião,o movimento, outras denominações, tudo isso é MOBRAL(Movimento Brasileiro de Alfabetização) que já deixou de existir a muito tempo,ou seja, ensino arcaico, bem ralézinho, básico do básico. Mas a obra não, à essa obra não, essa é considerada ensino SUPERIOR, para os icemitas uma verdadeira HARVARD a respeito de doutrina e entendimento da bíblia além da letra.
    Sabem o que isto me faz lembrar: O Farizeu e o Públicano…Lucas 18:09 (E disse Jesus esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos e desprezavam os outros…)
    Assim como os icemitas entendem que são a elite espiritual os Farizeus detinham a mesma opinião sobre si mesmos. Agora eu pergunto: Quem foi que batalhou astutamente p/ que Jesus fosse crucificado? E quem ensina que a oração só vai ser ouvida se vc crucificar (Clamor P.S de Jesus)Jesus novamente? Quem souber por favor me responda! Não consegui anexar o link, mas entre em
    http://www.myspace.com.br, clik no campo videos e escreva ICM e a superioridade da raça Obrariana! Lá estarão outros 5 vídeos.
    Abraço a todos, Irmão dos Pampas

  4. Pingback: ENTREVISTA COM UM CARIOCA DA GEMA DO OVO, PAUL GOODMAN | Diga não àSeita·

  5. Pingback: tv retirantes – ENTREVISTA COM UM CARIOCA DA GEMA DO OVO, PAUL GOODMAN | a obra revelada da icm maranata·

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