CASANDO POR REVELAÇÃO NA OBRA

casando por revelação na obra

 

Casamentos arranjados

 

O conceito de casamentos arranjados ainda está vivo e bem. Este tipo de união conjugal é comum na Ásia, África e Oriente Médio. No passado, as sociedades ocidentais também praticavam o casamento arranjado. Isso aconteceu em países como a Grã-Bretanha com o objetivo de preservar a realeza. Existem diferentes tipos de casamentos arranjados.

Tipos de casamentos arranjados

I) Casamentos arranjados puros

 

Esta é a forma mais comum de casamento arranjado. Neste tipo de casamento, o noivo e a noiva não têm um grande papel a desempenhar no arranjo matrimonial. Nesse caso, as pessoas a se casarem são escolhidas por seus pais. Os pais do noivo vão procurar por uma mulher que considerem adequada para seu filho. Quando a mulher for encontrada, os pais do noivo conversam com os pais da pretendente, até que um acordo seja pactuado. Depois da definição dos termos da união, o noivo e a pretensa noiva são informados. É muito raro que qualquer um deles decida cancelar o acordo, pois isso pode trazer grande vergonha para suas famílias. Este casamento geralmente se fundamenta no princípio de que os parceiros aprenderão a amar um ao outro com o tempo.

 

II) Casamentos de “amor arranjado”

 

Este tipo de casamento também é muito comum. O que acontece é que os pais da noiva e do noivo apresentam um ao outro. Quando a moça está pronta para se casar, os pretendentes têm permissão para cortejá-la. Eles geralmente precisam apresentar formulários informados seus gostos, desgostos, ocupação e outros detalhes para a família da moça. Então, a mulher verifica os formulários e escolhe o mais atraente para ela. O processo de cortejo começa depois dessa escolha. Se os dois se apaixonarem, então, o casamento é arranjado. Se eles não conseguirem se conectar, a moça continua procurando até que um bom partido seja encontrado.

 

III) Casamentos arranjados no nascimento

 

Apesar de não serem muito comuns hoje em dia, casamentos arranjados deste tipo ainda ocorrem. Neste caso, as duas pessoas que se casam são escolhidas uma para o outra no momento do nascimento. Isso geralmente acontece quando duas famílias poderosas desejam se juntar em um só núcleo. Se uma família tiver um filho e a outra, uma filha, os dois, então, decidem quando seus filhos estarão com idade suficiente para um casamento legal. Atingindo esta idade, eles se casam.

IV) Casamento infantil forçado

 

O casamento infantil forçado é diferente do casamento arranjado no nascimento, pois as crianças, neste caso, são realmente obrigadas a casar ​​com pessoas mais velhas sem o seu consentimento. São, sobretudo, meninas as mais comumente afetadas por este tipo de casamento. Algumas delas podem até mesmo se casar com idosos, ainda aos 7 anos de idade. Isso acontece principalmente em partes do Oriente e do Sul da Ásia.

Casamento pré-arranjado

 

Em um casamento pré-arranjado, um terceiro escolhe o parceiro. Isto contrasta com um casamento que envolve amor, em que a pessoa escolhe seu próprio parceiro. Em muitas culturas que as praticam, os pais escolhem parceiros para seus filhos, mas, ocasionalmente, outro ancião da família toma a decisão.

 

Casamento arranjado e família

As culturas que praticam casamentos arranjados colocam muita importância na família, que é uma das razões que os pais selecionam parceiros para seus filhos. Casamentos arranjados fornecem uma maneira para que os idosos da família protejam os valores e crenças de sua família, porque eles selecionam o parceiro de seu filho ou filha, há menos chance de a criança se casar com alguém de uma religião diferente, ou alguém de fora da classe social da família.

Vantagens

De acordo com “Everything Engagement”, as taxas de divórcio nos EUA e Canadá variam entre 40% e 50%, enquanto a taxa média de divórcio dos casamentos pré-arranjados é de 4%. Outra grande vantagem é o suporte completo de ambas as famílias do casal: Uma vez que ambas as famílias tiveram que concordar com a união para arranjarem o casamento, ambas as famílias trabalham juntas para fazer o casamento funcionar. Já que as famílias em um casamento arranjado lidam com o esforço de encontrar um parceiro, o foco de seus filhos devem ser direcionado para a educação ou trabalho, em vez de procurar um um parceiro em potencial.

Desvantagens

A principal desvantagem de um casamento arranjado é que a escolha de quem passará a vida com a pessoa não é dela. Casais em casamentos arranjados podem ter que lidar com diferenças de personalidade. Também não há garantia de que ambas as famílias continuarão a se dar bem durante o curso do casamento, mesmo que eles ofereçam suporte completo no início do relacionamento.

Controvérsia

Casamentos arranjados têm uma grande controvérsia, especialmente em culturas que praticam casamentos com amor. Os críticos de casamentos pré-arranjados dizem que a taxa de divórcio baixa pode ser devido a visão intensamente negativa sobre o divórcio, que contrapõe a estabilidade dos casamentos arranjados. De acordo com a “Rise-of-Womanhood.org”, casamentos arranjados “são os maiores propagadores do sistema de castas e crenças religiosas conservadoras”, e podem promover uma maior desigualdade dentro de uma sociedade. Partidários de casamentos arranjados argumentam que os anciãos de uma família têm mais experiência de vida, e são capazes de escolher melhores parceiros do que a geração mais jovem seria capaz de escolher por si mesmos. Eles também afirmam que a escolha de parceiros com vistas éticas e religiosas semelhantes a de seus filhos elimina o estresse no relacionamento causado por disparidades em sistemas de crenças.

Fonte: http://www.ehow.com.br/

COMENTÁRIO DIGA NÃO ÀSEITA:

Bem, o resumo da ópera é: casamento, em tese, é para ser duradouro, e isso divide poder, então é terreno perigoso para quem tem muitas posses. Por isso, o arranjo é garantia da manutenção do patrimônio! Se puder somar com outro grande patrimônio, melhor.

Vimos, no texto acima, que há diversas maneiras de se garantir que o patrimônio da família não seja partido para uma outra, “não nobre”, o que implicaria em arranjar o casamento do filho ou da filha, tirando dessa cria a possibilidade de escolha, ao seu bel prazer, da sua companhia para o resto da vida, fato que colocaria em risco a família e sua classe social.

Interessante é que, na obra, parece que há todos os tipos de arranjo possíveis para os casamentos dos filhos “nobres”, no intuito claro de se evitar exatamente que o patrimônio (nem sempre adquirido com suor e trabalho) seja dilapidado.

Pensa comigo: quem é da obra pode namorar, noivar e se casar, com facilidade, dentro dos domínios do gedeltismo, com quem não é da obra? Mesmo, em sendo da obra, todos que simplesmente tenham afeição um ao outro, para namorar mesmo, podendo progredir para um pensamento de se unir, conseguem fazê-lo sem obstáculo algum, sob quaisquer aspectos?

Um rapaz, filho da nobreza da obra, que namora com uma filha de outra família nobre da obra é o cenário ideal para se perpetuar o entendimento de obra, para os mais incautos, mas primordialmente, para preservar o patrimônio da obra, para os que já enxergaram a realidade desse sistema perverso. Por outro lado, um jovem ou uma jovem pobres, mas da obra, têm que se casar, desde que seja entre si, jamais se misturando com a “nata”, para também não se perderem para fora dos domínios da obra, correndo-se o risco de se diminuir a estatística de membros, e consequentemente um efeito cascata de possíveis retirantes.

Então, não se iluda em pensar que os “grupos de inquisição” das unidades locais vão transmitir a vontade de Deus para a feliz união entre os pretendentes, com preocupação com suas vidas. Pelo contrário, a primazia é pela manutenção do poder, sem divisão, e se possível agregando bens, em uma verdadeira retroalimentação dos valores da obra. Se isso, de alguma forma, não está em jogo, permite-se. Mas, se houver o mínimo risco de afronta a esses valores, manda acabar e pronto.

Vemos tristes relatos de arranjos descarados de casamentos entre as castas, em um festival de “compartilhamento de tudo em comum”, ou “tá tudo certo”, mas quando há ameaça de se dividir o poder, chove profetada e conselho: “ossinhô não quer isso para você”, “você precisa valorizar a obra do sinhô”, “esse/essa amalequita não serve para você”, “ossinhô revelô que é para você largar dessa pessoa”.

Amados, nós não estamos aqui querendo criticar quem prime por escolher sua cara-metade do meio da “parentela”, mas há algumas coisas a se considerar a respeito disso: i) parentela de crentes não se resume à maranata; ii) não há nenhuma pessoa, que ainda não se declare crente, que possa mudar e se converter, ou ainda ser uma ótima esposa ou um ótimo marido? Outras questões são sugestivas.

A forte evidência, na obra maranata revelada, é que boa parte dos casamentos é arranjada, com manipulações diversas, por parte de terceiros, com interesses estranhos ao casal, e muitas vezes, talvez em grande maioria, seguidos da frase mágica e miraculosa: ossinhô revelô! Cuidado! Tenha suas escolhas! Têm coisas que só você mesmo pode e deve fazer por você!

Mas voltando ao assunto casamento arranjado, você já reparou que boa parte dos casais da obra, sobretudo das famílias ligadas à realeza, não combinam? Parece que a coisa é forçada, arranjada, combinada, enfim, não tem liga. Isso nos leva a crer que esse sinhô não parece um bom agente facilitador de relacionamentos felizes! Se fosse o Nosso Eterno Deus, seria dessa forma? Todos estão felizes com os casamentos que foram arranjados na obra?

Temos conhecimento que uma irmã fez, certa vez, em seara acadêmica, um estudo a respeito do índice de divórcios no meio cristão, e parece que a maranata teria altos patamares nesse quesito. Mas, a despeito até de termos confirmação científica sobre o assunto, embora julguemos importante, para quem viveu dentro dos domínios da monarquia gedeltiana, não precisa fazer um exercício mental muito grande para perceber que há sim muitas separações na maranata, inclusive dos ligados à cúpula, e além disso, muitos casamentos que existem, são de fachada, por simples aparência, e isso é notado por todos.

Por último, aproveitando a abordagem do assunto, quando falamos em preservação do poder por casamentos arranjados na obra, não nos resumimos somente ao patrimônio material, mas também a outro tipo de domínio, que sempre esteve norteando todo império que venha a se formar, que é o de caráter sexual. Uma bela jovem ou um belo rapaz, mesmo que não façam parte da casta dos dominadores da obra, por não terem posses, podem sim ser agregados, por puro interesse sexual. Desculpa tocar nesse ponto, mas é a pura verdade. Então, se alguém da cúpula se engraçar com alguém da plebe, dentro das cidades do gedeltismo, ou até fora delas (não se iludam), pode ter como certo, que o assédio será grande, até o arranjo acontecer. O único cuidado que vai se ter, para esses casos, é que, em nome do entendimento de obra, os laços familiares desse/dessa “felizardo/felizarda” precisa ser cortado, pois afinal, a família não tem nada a agregar ao reino, só aquele “ponto fora da curva”, pela sua capacidade de atração.  Pronto, falei!

Estava sendo incomodado a escrever sobre isso há algum tempo, e agora criei coragem para fazê-lo. Os nossos leitores fiquem à vontade para contrastar a tese aqui defendida. Além disso, quem puder enriquecer o debate com casos concretos a respeito do que estamos falando como prática, embora, não generalizada, mas infelizmente, recorrente na obra, fique à vontade. Só Deus mesmo para livrar quem já está em situação consequente desse mal, ou está prestes a se tornar possivelmente infeliz por um arranjo desses. Conviver, para o resto da vida, com um(a) desconhecido(a), não deve ser mole!

Graça e Paz de Deus a todos!

Alandati.

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7 Respostas para “CASANDO POR REVELAÇÃO NA OBRA

  1. Isso é algo comum entre esse povo! já vi coisa de ter revelagem para se casar e 3 meses depois, os casal se separar… as coisas Sem orientação Do Senhor, e Sem direção do ESpirito Santo, terminam em tragedia!! como está terminando essa seita, terrivel!!

    A Paz valentes!!

  2. Conheci uma falsa profeta que tinha a mania de profetizar namoros, dizendo que fulano(a) era seu escolhido.
    Também pessoas casando por interesse $$$$$$, e outros arranjados, eu uma disse várias vezes quando era pastor da seita e até reprendi quem profetizava sobre namoros, e aqueles que tentavam se fazer de cupidos.
    Porisso que na seita há um grande número de divórcios, e casamentos de faixada.um abraço fraternal.

  3. Isso é nítido em todas as igrejas da OUBRA, é possivel ver a total infelicidade de jovens senhoras com seus casamentos de fachada, em Brasilia-DF é possível ver isso claramente em varias igrejas, as mulheres além de infelizes são totalmente submissas aos seus maridos que mais parecem (pequenos ditadores).
    Elas tem medo de olhar para os seus maridos quando eles estão conversando, só ficam perto deles quando são chamadas em alguma conversa e assim mesmo quando falam algo a mais ou se sobressaem em algum assunto os (pequenos ditadores) prontamente dão um jeito de dizer algo que as rebaixem…
    É vergonhoso ver tantos casais infelizes que estão juntos por algum tipo de interesse, é nítido ver no olhar de muitas esposas um grito de socorro, um grito de “me tire daqui”…

  4. É triste perceber que é assim mesmo, sai a pior o que acontece na seita, classes sócias etc, eu mesmo já vi, se o Jovem rapaz que tem um bom Emprego$$$ chega solteiro, chove oferta de moças jovens oferecidas pelos próprios familiares,(mas tb as moças tem que ser acima da média de beleza e ou familia de status) vc vê Pastores oferecendo suas filhas ou moças da igreja (que eles julgam que aquele casal combina no sistema) esses pastores eles não são muito diferentes de cafetões nesse sentido, fora as irmães mais velhas que são mais alcoviteiras ainda, eu mesmo já fui vitíma desse preconceito por eu ser de uma “cidade de interior numa icm do interior” eu me misturava entre os irmãos da região metropolitana e capital mas pra mim estava muito claro o clima de que eu não era daquele meio e não teria nenhuma cheche com essas irmãs, implicitamente eles passam o sentimento de que “procure na sua igreja, lá do interior que são irmãs do seu nível, vc não é daqui e não será um dos nossos mesmo que consiga uma irmã daqui” Eu mesmo apesar de morar um ano em um Bairro nobre de Recife e congregar na icm desse bairro(Boa Viagem)… lembro de um comentário de um Pastor quando alguns rapazes da icm do bairro do Pina(na época apesar de ser vizinho não era nem de longe nobre) Esse pastor comentou no sentido que que sabia por que aqueles jovens estavam indo assistir oculto lá em Boa viagem, ele fez uma cara de “pena sarcastica”, e disse “eles não vão arrumar nada aqui não…” como se estivesse pensando que eles era uns pobres coisados de terem essa pretensão, esse pastor não falou por maldade ou por ele não aprovar relacionamentos assim até por que ele é um dos pastores mais humildes que já conheci mas ele falou por que ele sabe como as coisas funcionam na icm e por conhecer o perfil das irmãs daquela igreja “nobre”.

    Também é muito comum se ouvir os comentarios dos grupos de Mães alcoviteiras, eles falando coisas como ” áahh minha filha (solteira nem namorado tinha)vai se casar com um varão de longe, não vai querer um daqui não” (como se quisesse diz que na localidade não tem varão pra a filha dela) ( só faltou ela dizer que o varão deveria ser jovem, bonitão, de Vitória do Espirito santo e principalmente rico, bom pelo menos é isso que ela espera). Agente percebe na icm essa preferencia que as jovens tem de se relacionarem com varões de outras igrejas, se for de outra cidade longe melhor, se for de outro Estado melhor ainda, se for de outro País então… Em fim quanto mais longe melhor, acho que deve ser pra alimentar a fantasia de fazer os irmãos e especialmente as irmãs da icm local imaginarem com uma certa inveja (que ela arrumou um partidão, um príncipe encantado que a a levará/levou (se casar é claro) para o seu reino no palácio de uma terra distante, e imprimir a sessação de que ela se salvou opá, casou e se deu bem enquanto quem ficou na icm local se deu mau.(Mas a vida dela perfeita, perfeitamente comum como qualquer outra ou talvez e muito provavelmente pior do que as outras irmãs que ficaram)
    A verdade que eu sempre observei é que os casamentos icemitas revelados ou não são casamentos comuns iguais a qualquer outro casal, não tem nada de especial o casal que casou “por escolha deles” ou casais criados por “revelação do sinhô…”

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