BÍBLIA: MANUAL DE CONDUTA, NÃO SÓ DE CONSULTA!

Estive meditando em uma ótima aula sobre a “inerrância da Palavra de Deus”, que recebi de um amigo, também ex-icemita, versando sobre a riqueza que temos a nossa disposição, que é a Bíblia.

O Pastor palestrante, pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil, citava casos práticos de sua vida onde a decisão era tomada com base nas passagens bíblicas, quando eram rememoradas atitudes das personagens bíblicas diante dos fatos, e ele, o pastor, procedia parecido, e recomendava fazer o mesmo.

Achei algo notável e de uma mensagem muito simples, mas que em quase vinte anos do “sistema obra”, não pude alcançar. Nesse hospício, espera-se uma meia-dúzia de pedaços de barro, emanarem uma ou várias profetadas, seguidas de aberturas aleatórias da bíblia, para que se tenha uma definição a respeito de um assunto seríssimo de um pai de família, uma dona de casa, um trabalhador, etc…

É assustador lembrar que, por diversas vezes, participei de algo tão insano!

Aproveitando a boa sugestão do pastor da Presbiteriana, que não faz nada mais nada menos que nos levar à Palavra de Deus como manual de consulta, cito o texto abaixo e endereço a todos que compartilham deste blog, mas principalmente para aqueles que estão esperando uma “revelagem” da “obra”, para decidirem suas vidas diante de tantos fatos:

Apocalipse 18:3-4 – “Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu que dizia: Sai dela, povo meu, para qeu não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”

Situação parecida, prostituição, mercadores enriquecendo, abundantes delícias desta terra, a voz do Senhor é essa: “…Sai dela povo meu”.

Um abraço fraternal a todos.

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2 Respostas para “BÍBLIA: MANUAL DE CONDUTA, NÃO SÓ DE CONSULTA!

  1. Bereanos ou Cretenses?

    Foi por ocasião de sua segunda viagem missionária que o apóstolo Paulo conheceu os Bereanos. O escritor do livro de Atos, cremos que Lucas, adjetivou os judeus bereanos como “mais nobres” do que os de Tessalônica. Certamente porque eles receberam a mensagem do Evangelho, pregada por Paulo e Silas, com mais avidez. Notoriamente eles tiveram um interesse diferenciado e se preocuparam em conferir nas Escrituras tudo que Paulo pregava. Muitos homens e mulheres de alta posição daquela sociedade se converteram a Cristo. Até hoje destacamos a nobreza dos bereanos quando queremos exortar às pessoas a conferirem na Bíblia Sagrada o que estão ouvindo por boca dos muitos pregadores. Certamente se houvesse uma conferência mais interessada com tudo que se ouve sobre o Evangelho e sobre o próprio Deus, não estaríamos vivendo um sincretismo religioso tão aguçado e, com certeza, não nos sentiríamos tão e desapontados conosco mesmos por termos sidos enganados por tanto tempo como meninos no evangelho.
    A expressão sincretismo tem origem grega e significa “fusão de crenças”. Dizem que os cretenses esqueciam as (diferenças internas), ou seja passavam por cima daquilo que estava errado e sem concordância com a palavra a fim de se unir à combater um mal maior. Sincretismo é agir como os cretenses agiam, unir coisas díspares, apesar das diferenças, a favor do que é semelhante (obra). Religiosamente falando, o sincretismo é uma mistura de conceitos religiosos, uma expécie de ecumenismo, neste caso supracitado um ecumenismo com a lei e o culto judaico.
    Em princípio, algumas pessoas poderiam pensar que esta junção de conceitos religiosos é algo positivo. Mas, definitivamente, não o é. O sincretismo gera uma espiritualidade rasa trazendo confusão à mente e perturbação ao coração, pois tal individuo torna-se formatado em um sistema pseudo espiritual causando assim a queda da GRAÇA.
    Talvez um bom exemplo de sincretismo seja o personagem descrito no livro de Atos dos apóstolos de nome Elimas. A Bíblia diz que este indivíduo era judeu, mágico, falso profeta e atendia pelo nome de Barjesus. Como judeu ele conhecia a sua forte tradição religiosa. Obrigatoriamente ele conhecia as leis de Moisés e todos os usos e costumes da religião judaica. Também era um mágico. A magia era uma prática considerada de ocultismo e proibida pela religião judaica. Como se não bastasse, Elimas era um falso profeta, atrevia-se a falar em nome de Deus. Finalmente, para completar sua sindrome sincrética ele atendia pelo nome de Barjesus, ou seja, filho de Jesus. Ele era de tudo um pouco, ou, do pouco, queria ser tudo.
    Tendo o dom espiritual do discernimento, o apóstolo Paulo o chamou de filho do diabo, cheio de todo o engano e malícia, inimigo de toda a justiça e que tentava perverter os retos caminhos do Senhor. Tais palavras revelam a interpretação bíblico-espiritual do que é o sincretismo religioso. Deus confirmou as palavras de Paulo, fazendo com que uma névoa e escuridade caissem sobre aquele homem. O resultado foi uma cequeira total ainda que não definitiva. Ele ficou cego por algum tempo.
    Em nossos dias percebemos a triste realidade de que sobrevive o sincretismo religioso. Lamentavelmente algumas instituições religiosas crescem o número de seus membros tendo como principal estratégica a mistura de fé, doutrinas, crenças e crendices. Nelas se percebem um viés de cristianismo, à medida que falam em nome de Jesus e usam a Bíblia; mas, também, de espiritualismo com linguagem específica, vestimentas e práticas de ocultismo. Como se possível fosse um espiritismo evangélico. Percebe-se também uma espécie de neo-catolocismo com suas práticas pagãs atribuindo poder aos objetos de uso litúrgico, novenas, madrugadas reveladas, cultos ao meio dia, endeuzando templos como se o próprio Deus habitasse em tal edificação…
    Em meio a tanta confussão algumas pessoas simplesmente se desencantam com as instituições religiosas. Pensando que todas elas, como diz o adágio popular, “são farinha do mesmo saco”. Ser um cristão em nossos dias e confessar isso publicamente nunca foi tão desafiador. Para muitos, isto tem sido constrangedor. Não porque se envergonham de Cristo, muito pelo contrário. Mas, é fato, se envergonham das instituições religiosas que pretenciosamente se auto denominam de Igrejas e ainda que algumas detén a exclusividade dos conhecimentos de Deus e que só há salvação verdadeira dentro de seus domínios religiosos.
    A Igreja conforme o conceito bíblico é como um corpo humano, assim é a Igreja. Um só corpo, com muitos membros, possuindo uma só cabeça. A igreja não é propriedade de um povo específico. Não importa a localização, o idioma ou a cultura. Onde estiver um discípulo de Jesus, ali a igreja está presente. A igreja é apostólica, ou seja, baseada na doutrina dos apóstolos de Cristo Jesus. O fundamento que não pode ser alterado. O fundamento é Jesus Cristo, a Rocha, a Pedra principal.
    Não existe uma verdade para cada um. Uma moral para cada um, conforme a interpretação dominante que penetra até juntas e medulas… Deus é verdadeiro e mentiroso todo os homens. A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus. A leitura que fazemos é de uma igreja muito mais parecida com o Elimas ou, Barjesus, do que Bereana, nobre e que quer saber, pelas Escrituras Sagradas, qual a verdade.
    Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul. Atos 13:8
    Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Efésios 2:8
    Qual o modelo a seguir? Bereanos ou cretenses? Conferir nas Escrituas tudo que temos ouvido é a cura para a fé cristã da atualidade, caso contrário, faremos parte de instituições religiosas sincréticas que, em nome da tolerância ao judaismo, dogmas, obras e simbologias (alegorias), abre mão de uma verdade bíblica. A GRAÇA!

    Sincretismo

    Substantivo masculino.
    1. Tendência à unificação de idéias ou de doutrinas diversificadas e, por vezes, até mesmo inconciliáveis.

    2. Mistura de doutrinas ou concepções heterogêneas:
    “As inteligências que mais ou menos diretamente nos governam estão com relação à administração ultramarina num estado de sincretismo bramânico, em que nada se compreende, em que nada se resolve”

    3.Fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originários
    Irmão dos Pampas

  2. Pingback: ESSA OBRA É UM VERDADEIRO CAMPO MINADO | Diga não àSeita·

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