VENHA PARA O PARQUE DAS HERESIAS EM DOMINGOS MARTINS

Encontrei um amigo notável neste final de semana, que também rompeu com o gedeltismo, e o mesmo comentou um assunto que há tempos penso em abordar.

Falávamos sobre a redução considerável dos dízimos e ofertas a serem percebidos pela obra, e esse meu amigo introduziu o assunto, e desvendou uma das artimanhas de gedelspapa, no intuito de manter um certo rendimento na seita: os seminários nos maanains. Saiba que isso é uma fonte lucrativa para a obra, e desde sempre! Vamos provar!

Amado(a), você deveria ser dono(a) junto com eles daquilo ali tudo, afinal de contas você foi um(a) dos que colaborou com a obra durante muitos anos com sua contribuição, estou errado? Sempre não nos foi dito que teríamos tudo em comum?

Bem, em que pese você ter que ajudar a edificar as construções faraônicas, cujas atrações vamos detalhar mais adiante, você ainda paga inscrição, para ficar em um alojamento desconfortável, sem oferta de roupa de cama e de banho, sem também material de higiene, e com direito a refeições básicas, de uma comida que não é lá essas coisas, sem opção alguma de cardápio. Além disso, há o gasto do transporte, que se reverte em gasolina para os que vão de carro particular, e em aluguéis de ônibus, em caso de outros irmãos. E não é barata a soma desses gastos não!

Na questão do transporte, ainda acrescenta-se o seguro opcional, segundo a lei, mas obrigatório e bi-tarificado, porque ossinhorrevelô! Já abordamos o assunto em https://diganaoaseita.wordpress.com/2012/10/02/seguro-para-os-casos-de-morrer-e-de-nao-viver/.

Mas agora eu gostaria de detalhar os “atrativos” desses lugares, usando como exemplo maior o QG da seita, localizado em Domingos Martins, região serrana do estado do Espírito Santo. (Alegorizando: monte no ES gera mais proximidade, comunhão com o ES de Deus!!! Será???).

Vamos começar a nossa abordagem com a comida. Vocês já repararam que fome de leão que você tem naquele lugar? Eu tenho uma tese, ainda não comprovada, mas factível: esses caras devem colocar algum aguçador de apetite naquela ração que nos é oferecida dentro do pacote; não é possível! Quantos aqui já não pensaram como eu, meditando que, em casa, dois pães com manteiga e uma xícara de café grande, e uma fruta já seriam suficientes para saciar a fome e a sede, mas lá, depois de comer isso, você ainda é impulsionado por uma força extracorpórea (tá amarrado!), não sabendo a origem, para te levar para aquelas cantinas, para comer mais três quibes, quatro coxinhas, dois copos de suco, um prato de linguiça com polenta, quatro churrasquinhos, três caldos de cana, e por aí vai… Como diz o filósofo Faustão: ô loco, meu! Que gula é essa, irmão? O negócio é frenético, inexplicável! Muitas vezes, o sujeito, que está na benção no acampamento dos anjos, comporta-se que nem um diabo da Tasmânia, aquela personagem dos desenhos do Pernalonga, que come tudo que vê pela frente, do tipo dieta do sol e da lua: enquanto esses astros estão no céu, o cara tá comendo…

Um aspecto também relevante,  no ponto de vista lucrativo da comida servida no parque, é a questão dos fornecedores, que não precisam nem abrir as portas, basta entregarem seus produtos, iogurte, pão, fruta, etc., em todos os seminários da obra, pois o lucro é certo. Imaginem quantas fornadas de pão uma padaria iria produzir para cafés da manhã e da tarde todas as vezes em que houver seminários de heresias? Precisa abrir para o público em geral?

Outras atrações do “parque das heresias”, por ensinarem as mesmas nos templos, mas externas a eles, são lagos com peixes, moinhos, museus, orquidários, fazendinhas, animais, praças, etc. Eu pergunto: o que o lugar precisa mais, para se perceber que é um parque turístico, que usa os mesmos artifícios para atrair clientes? Acho que só o pesque-pague e o pedalinho faltariam. Nada do que falei do parque é desagradável não, mas o foco não deveria ser espiritual? Será que o intuito é só dar aos irmãos um bom ambiente, ou seria lucro?

A semelhança com os parques turísticos não para por aí. Tal qual esses locais, o parque das heresias também tem moeda corrente própria. Cartõezinhos de cores diferentes, com a marca da obra, identificando valores distintos, para troca exclusiva naquele local. Já pararam para pensar nisso? Quantos trocam um valor que acham que vão consumir, e muitas vezes, pela correria na saída, deixam para trás vales de R$ 5,00, R$ 2,00 ou R$ 0,50, somando um bom dinheiro? Eu mesmo tenho uns guardados até hoje, que um dia era dinheiro na minha mão, mas viraram a “moeda oficial do parque das heresias”, e “morreram”! Quer comprar de mim? Fazemos qualquer negócio! (Rs rs rs).

Gostaria de explorar mais um pouco esse assunto, do papel-moeda do parque: por que eles precisariam existir? Bem, como eles têm timbrado neles a cara de “césar”, ops, a marca da icm-pes, eles pertencem à icm-pes (Bingo!)! A coisa é simples, como o pes não quer correr risco de ser roubado, com um irmão, dono de cantina, desacertado, o dinheiro vivo é cambiado para os cartõezinhos antes do consumo, nas bancas do pes, e aí depois são entregues aos donos das cantinas, em troca de produtos. Esses últimos, por sua vez, não ficam com dinheiro nas mãos, e têm que ir até o pes, para cambiar de volta por dinheiro. Aí está a sacada: você acha que o dono da cantina pega o mesmo valor facial do cartãozinho? Eu também acho que não! O pes tiraria a parte dele nos lucros, podendo ser dízimo ou mais, quem sabe? Jogada de mestre, não é mesmo?

Há ainda a venda de outros produtos, tais como CDs. Nesse aspecto é interessante sempre investir em um “artista”, que seria o carro-chefe das atrações, o qual vai ter a sua voz massificada nas mentes das pessoas, a ponto de saírem dos encontros e ansiarem urgentemente continuar ouvindo aquela voz nos carros, em casa, no trabalho, pouco importando se o conteúdo da letra é plágio, ou até mesmo a melodia, até de músicas do mundo, ou mesmo citem inúmeras heresias, afinal foi recebida uma benção, quando da ministração das mesmas heresias naquele grande encontro gastro-turístico no parque das heresias, e essas músicas são como temas do que foi vivido!

Por último, ainda cito as apostilas, CDs, convites, crachás, e outros materiais didáticos, para os encontros de heresias, a serem distribuídos nas unidades locais. Nem isso você leva de graça, e tem que pagar para conseguir acompanhar o dinamismo da obra!

Perceberam que o lucro é de todo lado nesse parque? O mesmo tenta-se implementar nos outros parques construídos em outras regiões. O problema é que o objetivo deveria ser genuinamente eclesiástico e espiritual, mas descambou há muito tempo para o comercial.

E você: vai continuar pagando para ver se estamos certos na nossa tese?

Paga caro para dormir; paga caro para comer; paga caro por produtos da obra; paga caro para ser segurado duas vezes; paga caro para ir trabalhar (https://diganaoaseita.wordpress.com/2012/08/31/o-trabalho-escravo-eclesiastico/); paga caro ainda, e o pior, para receber um caminhão de heresias!!!

Não sei como vai ficar agora, com a intervenção, mas até antes desse momento, era assim que funcionava o parque das heresias de Domingos Martins!

Foge dela, povo meu!

Paz e Graça,

Alandati.

9 Respostas para “VENHA PARA O PARQUE DAS HERESIAS EM DOMINGOS MARTINS

  1. Irmão Alandati, permita-me acrescentar um gasto a mais que me lembrei.

    Geralmente as mulheres têm uma cobrança absurda com a aparência principalmente para subir ao parque. A grande maioria gasta com salão de cabeleireiro fazendo escovas e passando chapinha nos cabelos pois, como todos sabem, lá no parque das heresias as mulheres que não são amantes, esposas ou namoradas dos meia solas, não podem usar um secador de cabelos e isso lhes trás um transtorno enorme. Todos sabem também que naqueles alojamentos de campo de concentração não tem tomadas.

    Em se tratando de mulheres solteiras o gasto é imensamente maior pois o parque é o local, segundo as profetadas dos meia solas, onde elas vão encontrar um isaque(o formatado que será seu esposo). Então, haja gasto com vestido novo, sapatos novos, bijuterias, salão etc, etc,…

    O bom ou ruim, não sei, é que em muitos casos o investimento da irmã dá certo e ela encontra seu isaque e pouco tempo depois os dois vão ao púlpito para se casarem e depois se separarem devido à servidão obrática ou então ficam anos a fio vivendo de aparências e totalmente infelizes porém, neste caso, a irmã diminui um pouquinho o gasto já que conquistou seu formatado candidato à meia sola remendada.

    Acrescentando ainda, para os que moram longe como os de Brasília que além destes gastos que você descreve, eles gastam também com várias refeições pela viagem até ao parque das heresias e, fiquei sabendo depois que saí, alguns estabelecimentos que ficam nas rodovias onde os ônibus param, são de propriedade dos meia solas da obra. Mais um negócio com clientela garantida.
    Vejam os irmãos que o negócio é uma rede, um emaranhado onde toda essa cúpula inescrupulosa ganha e os membros só perdem.

    Eu espero o dia em que Deus dará um basta em toda essa exploração e que os amados irmãos que ainda se encontram nesta ilusão de obra, obra,…saiam urgentemente e parem de enriquecer esses cães gulosos.

    A paz do Senhor Jesus a todos.

    Eurípia Inês.

    • Um ocasião no maanaim, fui “convidado”… a vender alguns produtos na fazendinha ” não foi em Domingos Martins”, era de um amigo, de cara o Pr. responsavel pela cantina disse ” o que temos ai, quanto vai ser arecadado, bom 10% para o maanaim e 15% para min sabe como é meu espaço que será usado ai perplexo ouvindo aquilo sem falar nada, fiquei tão chateado memandei do lugar, é um absurdo o que ocorre dentro dos maanains era para ser um lugar de harmonia mas é um querendo ter mai do que o outro é um desespero só, é so quem trabaha nos maanans é que sabe e muitos ficam coagidos e quietos, até que tive coragem de um dia fazer uma denuncia, fui chamado confirmeu os absurdos, bom da para imaginar, ficou por isso mesmo, todos os denunciados foram acobertados e eu…, me restou a abandonar as funções do maanaim, fiz as denuncias provei com documentos, testemunhas, fotos etc…, de nada adiantou e hoje vejo o desfecho das coisas, escandalos mais escandalos.

  2. E tem algumas servas que só ficam olhando o relogio torcendo para dar o intervalo para retocar a maquiagem e trocar de vestimenta, é incrivél ver as bagagens das servas parece que vão ficar um mês fora decas, será que é necessario isto, ou é para otros objetivos, solteiras e casadas e encalhadas é um grupo de masa.

  3. quinta feira na igreja de parque vitória em d de caxias rj o pr Mauricio de Vitória ES foi convidado a fazer uma vigilia com os jovens. teve de tudo, gritaram, levantaram as mãos, pularam sapatearam e disseram q é a nova fase da oubra, um grupo de jovens perguntaram o q estava acontecendo. é a nova fase da oubra maravilhosa.

  4. sinceramente acho que todas essas coisas sao irrelevantes diante as aulas que sao pregadas – as doutrinas sao perigosas o suficiente nao precisando que se use outro instrumento de maleficio dentro do sitio contra os servos do Senhor. Repetindo, nada se compara às heresias e morte doutrinaria que é pregada nos períodos.

  5. São um bando de coitados doentes e o que é pior: não sabem que estão doentes e sendo cuidados por doentes piores que eles. É cego guiando cego. Quando saem da seita ficam mais perdidos que cego em tiroteio e a doença chega com força.
    Uma psiquiatra evangélica disse que tem atendido muitos maranatas, principalmente esposa de mugido.
    Soube de uma esposa de diácono que saiu e está revoltadíssima com a seita. O infeliz ainda continua, embora seja humilhado há anos lá.
    Êh, oô, vida de gado,
    Povo marcado, Êh,
    Povo infeliz!

  6. É um povo muito louco, veja bem,outro dia uma irmã mulher de um diacono da icm muito revoltada saiu da icm ,porque ? cançou umas irmãs foi visita-las e perguntou poque você saiu da igreja?Ai a coitada levantou a manga da blusa e mostrou o braço todo roxo de murro e beliscão que o diacono santo dava nela,e mais ,chamava ela de egua ,de cavala,então ela saiu porque entendeu que la tem ovelhas e não tem eguas! A que ponto ,esta a icm alem dos roubos!

  7. Pingback: AS VÍTIMAS DE SEQUESTRO E DE CÁRCERE PRIVADO RELIGIOSOS NA OBRA | Diga não àSeita·

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