NA OBRA, O QUE É DE CÉSAR VAI PARA CÉSAR!

REPRESSÃO RELIGIOSA

A Repressão religiosa é usualmente utilizada pela liderança Maranata como mecanismo de chantagem para conter e calar manifestações de oposição, subversão e dissidência ao regime estabelecido. A repressão religiosa é recorrida por Igrejas de regimes de força: com uma liderança autoritária, centralizadora e totalitária. A Inquisição promovida pela Igreja Católica entre os séculos XV e XVIII foi uma forma organizada e ampla de repressão política e religiosa. Não obstante a Igreja Maranata não possuir, por motivos óbvios, uma “inquisição” aos moldes da Romana, isto é, por inflicção física, a seu turno, utiliza a violência moral e psicológica para inibir qualquer manifestação contrária às opiniões e caprichos estabelecidos pelo Presbitério, como chantagens, ameaças em nome de Deus ou mesmo detrações públicas.


As punições aos adeptos variam conforme o grau de incidência do ato desabonador do “desobediente” sobre imagem da Instituição. Ou seja, a repressão do adepto “rebelde” está diretamente dependente ao dano que ele supostamente causa à Maranata, segundo a aferição da liderança, naquilo que ela é exposta interna ou socialmente, ou mesmo por desobediência direta do membro aos fundamentos, costumes e dogmas do sistema religioso. Os pastores são os únicos que podem aplicar as punições, podendo, porém, delegá-las aos “ungidos” e diáconos. Elas são bastante rigorosas e vexatórias, promovendo, por vezes, a exposição ridícula das pessoas, no que implica muitas vezes em depressões e conflitos emocionais gravíssimos aos apenados. Os tipos de punições na Maranata são:

a) Advertência – são repressões em razão de pequenos deslizes, como descumprimento de horários, infidelidade no dízimo e faltas esporádicas; as quais muitas das vezes são realizadas nos púlpitos das igrejas, à frente de todos, dirigindo-se, indiretamente, ao devedor do sistema, ora com piadinhas sarcásticas e esnobes, ora com insolência e grosserias;

b) Cassação das funções e cargos – é a punição decorrente de comportamentos reputados como erráticos pelo sistema, a saber, questionamentos, desobediência a doutrinas, contestações a ordenanças de pastores, faltas frequentes ou mesmo ter supostamente cometido algum pecado público; tal punição é sarcasticamente definida como “banco” – em razão de o adepto punido ficar numa exposição ridícula e humilhante, sob a “orientação” de assentar-se nos últimos bancos, de preferência, do templo, apartado e sem contato afetivo com os demais membros, sem exercer as funções eclesiásticas, ou seja, sem uso do púlpito – numa ostentação mesquinha, por parte da liderança, de um troféu, como de um exemplo a não ser seguido – com a finalidade de intensificar no apenado o sentimento de culpa e o complexo de inferioridade, de tal modo que seja estimulado a voltar a ser “fiel à Obra” (leia-se: enquadrar-se aos estereótipos do sistema religioso maranático), e;

c) Excomunhão ou Exclusão Sumária – se após de ter ido “para o banco” e reiterar na desobediência aos conformes do sistema, ou mesmo que cometa um pecado escandaloso que espante os membros da igreja, o membro oficialmente não fará mais parte dos quadros de membros da Instituição, e, ainda que ele insista em continuar a frequentar a Igreja, os demais são terminantemente proibidos de comunicarem ou manter contato com o excluído.

Por Stanislaw Ponte Preta

COMENTÁRIO DIGA NÃO ÀSEITA:

Se pudéssemos resumir, em uma frase, como se motiva a desencadeamento da repressão religiosa na obra maranata maravilhosa, indicaríamos, com destaque, a feliz sentença do irmão Stanislaw:

a repressão do adepto “rebelde” está diretamente dependente ao dano que ele supostamente causa à Maranata

Alinhando então os pensamentos, não se iludam, pois “tá tudo certo”! Esses pastores e outros membros da obra, que são suspeitos de crimes graves, desvios, adultérios, discriminações, disseminação de heresias, apostasias, preconceitos, meias-verdades, mentiras inteiras, alguns presos, em algum momento se insurgiram ou causaram dano direto à maranata?

Se a resposta ao questionamento acima é negativo, por conclusão lógica, eles não são rebeldes, nem caídos, nem unhas encravadas, nem traidores, e sim “servos devedores”, “servos fiéis”, “homens com entendimento de obra”, “valetes (erro intencional) da obra”, “ungidos do sinhô”, e portanto, para eles, não cabe nenhuma das punições por parte dos gerentes do gedeltismo. Alguém acreditou ou acredita mesmo nisso?

Nem advertência, nem “banco” (terminologia e prática estranhos à Bíblia), nem tampouco exclusão caberão a esses, pois não podem ser “feridos de morte”, visto que afinal se mantiveram fiéis seguidores em todo o tempo, não é verdade? Quem de fato perseguiu ou implementou alguma das punições acima, foi, ironicamente, o aparelho estatal, por meio de operadores da justiça, quando destituiu dos cargos (banco indireto), chamou a atenção da sociedade (advertiu) para a sofisticada organização criminosa existente na maranata, e até excluiu forçadamente, mesmo que temporariamente, quando proporcionou um hotel de trânsito, com o astro-rei nascendo em forma quadrilátera.

Não se admirem, portanto, se alguns que foram flagrados em ações ou omissões horríveis dentro do gedeltismo, apareçam com a cara mais lavada do mundo (poderiam lavar para não aparentar jejum, como descrito na Bíblia, mas…) e apresentem tratamento diferenciado em relação a muitos outros, que sofreram punições severas pela “inquisição” da obra, pois além de não serem submetidos à qualquer espécie de medida de cautela, por parte da instituição, ainda podem ser “promovidos” a cargos e funções bem maiores que as anteriores. Lembremos que a “seara” da obra é grande, mas poucos são os “ceifadores” (podendo ser de vidas, bem verdade), dada a enxurrada de retirantes, que enchem incontrolavelmente as estradas.

Vamos então ser honestos e maduros: só se decepciona com a repressão religiosa do gedeltismo ou com a ausência dela quem não conhece tal sistema, pois nunca que se poderia imaginar em ver alguém sendo punido com advertência, ou banco ou exclusão, se, em toda a sua trajetória, tenha sido extremamente entregue, de envolvimento, submissão, vínculo, engajamento, fidelidade, beneficiando-se e/ou beneficiando outros com as bene$$e$ da obra!

Essa história de punição interna à icm só vale para quem ataca diretamente a obra maranata, e afinal, as personagens que estão envolvidas com os escândalos que tomamos conhecimento, no máximo, mancharam o evangelho e o cristianismo de uma forma geral, e isso, para quem entende obra, não tem problema, exatamente por não fazerem parte daqueles citados, não é mesmo?

Foge dela, povo meu!

Graça e Paz de Deus a todos!

Alandati.

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