CRÔNICA DE UM “CURTO APOPRÉTICO” NA “IGREJIN DO CRODOARDO”!

Lá em uma igrejinha do interior, em uma reunião de “culto apoplético”, presidida pelo obreiro Clodoaldo, as coisas funcionaram mais ou menos assim…

Pá du sinhô, irmãos.

Vamu jueiá, pá fazê um cramô.

Sinhô, nós cramamu psj i ti pidimu qui nessa hora o sinhô venha nos livrá daquilo qui num convém, nem alembrá di tantu, mas tantu pecado qui tá apareceno nessa oubra. Deusulive…

Ti pidimu qui o sinhô vem nus visitá, apesar dessas increnca, i mostrá o qué cu sinhô qué pru curto doje a noite.

Améim.

Podi assentá. Vamo intoá um lovô? Arguém podi tirá um lovô?

U anju do sinhô tá passianu, tá passianu aqui nessi lugá,

U anju do sinhô tá passianu, tá passianu aqui nessi lugá

Dá o lugá pro irmão, dá o lugá pro irmão que tá cansado e vei aqui nus visitá.

Grória ao sinhô! Nóis pricisa meso qui o anju do sinhô passêi, pru que o negóce tá fei! Vixi!

Argum dão? Oceis sabi qui sem dão num tem curto, nem longo… Oceis sabi disso. Pricisa buscá o sinhô. Vamu tá oranu.

“Eu tenho uma visão.”

Vamu consurtá. Arguém podi fazê um cramô?

“Sinhô nós clamamos pelo sangue de jesuis e consultamos esse dom, e te pedimos que fale conosco se provém do sinhô, em nome de jesuis, amém”

Podi lê, povo!

 texto 1 (“Pesado foste na balança e foste achado em falta”);

 texto 2 (“E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.”);

texto 3 (“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”)

 Améim? 2 a 1 é do sinhô! Teve inté o lema de um dos ano, sô! Que bença! A irmã podi falá…

 “Eu via uma anjo que chegava com um cuecão muito grande. Eu não sabia discerni se era o anjo do futuro, do presente ou do passado, mas o anjo também estava perdido sem saber de quem era aquele cuecão. Aí ele saiu experimentando em tudo que era meia sola e nada de encontrar o dono do cuecão, até que chegou na casa de um meia sola pançudão e quando este experimentou, ficou certinho nele. Então o anjo entregou aquele cuecão para aquele meia sola pançudão e falou para ele ter mais cuidado para não perder o cuecão porque pega muito mal ele ficar expondo as nádegas daquele jeito, já que ele é ungidão do sinhô.”

 “Eu tumem tenho um dão, irmão Crodorardo.”

 Vamu levantá um cramô intão.

 “SINHÔÔ NÓS CRAMAMUS…”

 Carma, carma, irmã. Num pricisa gritá não que o sinhô num é surdo, não.

-“Mais o sinhô disse pra levantá…”

-“Ieu falei levantá um cramô e naum a vóis.”

 “Sinhô nós cramamos psj, te pidimo fale conosco se esse dão vem de ti. Améim”

 texto 1 (“E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.”);

 texto 2 (“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Maranata!”);

 texto 3 (“Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.”)

 3×0 hum…Grória a Deus! Essa qui é consurta abençoada! Inté falô dessa oubra nos texto, e a primera fala de livramento da fúria!

Uai, é bem minhor, né ermãos, qui aqueli pracá apertado, de 2 a 1, qui quais qui o sinhô perde…como aconteceu no dão cinderelo!

 Pó falá irmã. Fala com força!

 “Eu via uma anjo que trazia uma bandeja de prata com muitas pulseiras de aço. Interessante que aquelas pulseiras eram unidas por uma espécie de correntinha, formando pares, e cada par tinha uma chavinha que abria e fechava…Passou a visão” 

 Ué, como assim, irmã, passô a visão? A irmã tá cu zoi nuviado? Qué lavá as vista, podi i lá…

 “Não, irmão Clodoaldo, eu falei que passou a visão, porque acabou o dom, entendeu?”

 Ah, sim, a irmã me discupa. É qui eu tô preupado cu aqueli dão do cuecão cinderela, e isso mi feiz ficá distraído…

Mais argum dão, genti boa?

“Eu”

Quem?

“Eu aqui, o Bola pra frente.”

Mais será o Binidito, ai sinhô, lá vem compricação. Esse Bola pra frente é um disacertado mas, fazê o que? A obra tá minguanu, o jeito é guentá essi sujeito. O pobrema é que eu já cua cueca na mão, atravessado cu aquele otro dão, e agora mi vem esse tar de Bola prá frenti. Zericordia, sinhô!

Tá bão Bola pra frente podi falá o dão.

“Eu via uma mão escrevendo na parede: VPC da SOC.”

Essi num precisa nem consurtá. Os jornais já sabe o que é, os promotor daqueli negóci di justiça já falou essi aí. A oubra agora tumém é conhecida comu SOC, e o chefe é VPC.

Mais, vamu vê o qui o sinhô qué falá no curto dessa noiti, purque a hora tá passano…

“Eu intendo que esse cuecão foi quando o meia sola foi pra festa dos 45 anos da oubra e perdeu a vergonha, a unção e ficou nu perdendo tudo, a vergonha, o caráter, o temor…aí pricisô do anjo tê essi trabanhão todo para achá o dono do cuecão.”

Agora essas pulsêra, que mais parece argema, acho que é pra trazê mais comunhão entre os irmão, pos o sinhô mostrô em par. A chavinha é oração contra o inimigu, qui tá perseguinu a aoubra, mas nós vamutáoranu. Ossinhô vai mostrátudo. Nóis só num podi perdê a chave, para abri as argema, digo, pulsêra.

Arguém tem algo a falá mais?

“Clodoaldo, eu gostaria de acrescentar, no primeiro dom, que se o senhor tá mostrando uma peça do vestuário íntima, é porque ele quer ter mais intimidade com seu povo. Amém?”

Muito boum, ermã! Achu qui é isso meso! Cê vê nê? Ieu tava todo preocupado com esse dão…pensano si era espirituar ô literar, e o sinhô qué falá de intimidadi. Grória a Deusi!

Agora, Qual vai sé a mensagi? Pricisa sê revelada, além da treta, digo, letra. Mais vamu dexá issu pru pastô, afiná ei qui é ungido do sinhô! Si eu tivesse qui pregá eu ia precurá arguma côsa di crente cinderela, mais num sei si tem isso na Bíbria…

“Irmão Clodoaldo, tem esses textos aqui de sugestão: “Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza fora do arraial para um lugar limpo.” (Levítico 6:11), e o sinhô me deu como experiência, pois quando eu consultava se era para lavar a roupa lá em casa, abri nesse texto!”

“Irmão, eu também tenho um texto que encaixa: “E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?” (Marcos 14:63). Interessante que o sinhô deu esse texto quando eu consultava o dom da cueca, mas eu fiquei meio receoso de falar na hora”

Muito bom, ermãos! Vô anotá e intregá pru pastô, pruquê tá quasi na hora do curto, só farta uns cinco minuto, e ei deve tá chegano…

Vamu encerrá…

“Irmão Crodoardo, e os louvô?”

Ixi, é mesu! Faiz o seguinte, os estrumentista toca lá us di sempre…mais bota o du anju, qui êssi encaxa…vamutáorano…pá du sinhô.”

Bem, depois desse “causo”, recheado de apoplexia (termo antigo do AVC, aplicado aqui em sentido figurado, indicando letargia, lerdeza, sonolência), que relata com fidelidade as ocorrências dentro de um culto “apoplético” da obra, e principalmente o estado que a plateia apresenta para essas reuniões, eu e a irmã Eurípia só ficamos a nos perguntar: como ficamos tanto tempo nesse lugar, aceitando todas essas baboseiras?

Graça e Paz de Deus!

Eurípia Inês e Alandati.

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3 Respostas para “CRÔNICA DE UM “CURTO APOPRÉTICO” NA “IGREJIN DO CRODOARDO”!

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