A OBRA TAMBÉM É UM CLUBE DO BOLINHA

Quem faz parte da turma do Bolinha?

Bolinha é um dos amigos da turma da Luluzinha (Little Lulu), criada em 1935 pela cartunista norte-americana, Marjorie Henderson Buell, e que fez muito sucesso no Brasil na década de 70. Seu verdadeiro nome é Tomás França. Ele é amigo e rival ocasional de Lulu, apesar de ser apaixonado por Glória, a menina mimada da vizinhança. É o dono e presidente do clubinho local, o famoso “Clube do Bolinha“,  no qual “menina não entra”. Sempre em busca de uma refeição a mais (de preferência de graça), o gorducho cujo nome original é Tubby, também pode ser visto dando uma de detetive, ajudando a resolver mistérios da turminha. Nestes casos ele adota a “identidade secreta” de “O Aranha”. Nestes casos invariavelmente o culpado é sempre o pai de Lulu, seu Palhares. Bolinha também vive algumas aventuras com simpáticos homenzinhos de Marte, que tinham poderes de transformação e o ajudavam em histórias bem malucas.

Bolinha foi originalmente o único coadjuvante de Lulu concebido por sua criadora, a cartunista Marge (Marjorie Henderson Buell). Os demais foram acrescentados pelo escritor e desenhista John Stanley, incumbido das histórias em quadrinhos, lançadas em 1945 pela americana Dell Comics.

Bolinha é um garoto muito engraçado! Ele sempre está atazanando a Lulu com seus amigos, Careca, Juca e Zeca. Ele sempre tenta ser o presidente do Clube dos Meninos, mas nem sempre consegue. Os inimigos do Bolinha e sua turma, são os garotos da Turma da Zona Norte, mais fortes, fisicamente, que eles. Quase sempre Lulu ajuda Bolinha e sua turma a vencê-los. Bolinha tem uma identidade secreta, “O Aranha”, que desvenda todos os “crimes”.
Sempre com um disfarce maluco para suas investigações que são acompanhadas de ataques à geladeira da Lulu. Bola é apaixonado pela Glória que nem liga para ele. Mas, com certeza, ele gosta mesmo é da Lulu, pois, vira e mexe, ela está ao lado dele. Bolinha tem um amigo marciano que sempre o visita em seu pequeno disco-voador, o Mino, e que, muitas vezes o salva da Turma da Zona Norte e de outras enrascadas.

Careca é irmão da Aninha e faz parte da turma do Bolinha. É sócio do Clube. Irrita-se facilmente e briga muito com sua irmã. Juca e Zeca são amigos do Bolinha e do Careca. Fazem parte do Clube. Juca reveza a presidência do Clube com o Bola.
O Clube: É um “quadrado” de madeira com o telhado de uma água, que fica na orla de um bosque. Tem uma pequena porta que obriga os meninos a entrarem agachados. Na parede externa, próximo a essa porta, lê-se a frase: “Menina não entra”.
Carlinhos é o primo do Bolinha. Quando o visita, está sempre criando confusão. Idêntico a ele, só que menor.

Fonte: http://blogmaniadegibi.com/2011/09/luluzinha-e-bolinha-os-personagens-de-marjorie-henderson-buell/

.

COMENTÁRIO DIGA NÃO ÀSEITA:

Já repararam que, na obra, quem tem voz ativa só são os valetes valentes?

As funções mais importantes da obra são ocupadas por homens, e nas reuniões, não há mulheres opinando em quase nada. Só falta apostarem uma plaquinha, tal qual o Clube do Bolinha: “Mulher não entra”!

Por que será isso?

Mesmo nas funções da obra destinadas a mulheres, genuinamente educadoras, há por trás a orientação, o suporte, a supervisão de um varão, não é verdade?

O clube da obra, assim como o do bolinha, é um “quadrado”, pois como dizia aquele “filósofo” contemporâneo: ADO, ADO, ADO, cada um no seu QUADRADO; é feito de madeira, tipo do homem, dura, fria, mas ao mesmo tempo inflamável, e como não posso deixar a bola pulando, chuto: tem muita “cara de pau” mesmo; a dimensão desse clube, da obra, é de uma água, ou seja, pequeno (do tamanho de uma caixa d’água), pois é ínfimo em relação aos evangélicos no mundo; localiza-se na orla de um bosque, para dar uma aparência externa agradável, no intuito de compensar o sufoco e aperto passado dentro dele, e para atrair incautos para além das portas; os “meninos” entram agachados no clube da obra, pois desde sempre aprendem que não são nada, não podem fazer nada, nem pensar, e essa posição representa humilhação mesmo; na parede externa, há uma placa invisível, mas cujo conteúdo é sabido por todos, constando nos seus conscientes e subconscientes: “Menina não entra”.

O “bolinha”, tamanho gg, da obra também vive almejando a presidência, revezando a mesma com outros; é apaixonado por “glória” humana; conversa com “extraterrestres”, e toma café com eles, sendo salvo por eles de alguma enrascada; e ainda tem uma “identidade secreta”, e como fala demais, podemos chamar de “papo de aranha”, quando se envolve com alguns “crimes”.

Mas, quem dera estivéssemos fazendo uma comparação puramente infantil, sem pretensões de demonstrar uma crueldade que está embutida nessa mentalidade machista da obra, pois os casamentos estão acabando; os filhos estão se perdendo; os amigos estão se afastando; o convívio social está cada vez mais prejudicado; os vizinhos sentem nojo; e só os icemitas não percebem.

Sabemos que as coisas de Deus são perfeitas, e a família é um bem valiosíssimo, onde cada componente, tal qual um corpo, tem a sua função. E a mulher tem a dela, de edificação inclusive, como afirma a Palavra. Afastá-la disso é ferir a vontade de Deus! Isso é sério!

Irmãos, mas vamos para a prática: como pode um casamento ser sustentado, se o cara vive se reunindo, viajando, tendo contato só com os valetes da obra? Tudo é pela obra! Mulher, em casa, não tem vez!

Lembram daquela infeliz historinha, contada nos seminários da seita, quando o obreiro é comunicado que ossinhorrevelô que ele tem que dar assistência, viajando, para outra unidade?

Lembram das caras de deboche, de uma suposta esposa insatisfeita com essa revelação do “sinhô”?

Alguém, após ouvir esse tristemunho, inventado ou não, que evidencia a insatisfação da esposa, e após isso, a mesma é chacoteada, ignorada, desprezada, arriscariam em agir de igual forma? Só porque esta esposa comete um erro, qual? Querer viver perto do seu marido. Isso seria um erro? Deus estaria nesse negócio, de afastar o casal? Esses que ensinam isso têm vida conjugal perfeita com suas esposas? Eles seriam bons exemplos para serem seguidos?

Curiosidade: Jovem Guarda

Apesar dos quadrinhos de Luluzinha terem acabado nos anos 60 nos EUA, foi justamente nesta década e na de 70 que Luluzinha ficou mais famosa no Brasil. O auge do sucesso foi atingido com uma música da Jovem Guarda dedicada à personagem, chamada de “Festa do Bolinha“, na qual se cantava sobre os personagens da turma. Também nesta época eram comercializados no Brasil bonecos de Bolinha e Luluzinha em “tamanho natural”, que faziam sucesso entre as crianças por aqui.

Achamos pertinente terminar o artigo com uma paródia dessa música, que era interpretada pelo Trio Esperança.

Confira antes o áudio no link abaixo:

http://letras.mus.br/trio-esperanca/219288/

Agora, acompanhe com a nova letra, cujo título será “A obra do bolinha”, com o grupo “quadrilha sem esperança”:

A OBRA DO BOLINHA

“Quadrilha sem esperança”

Quem nunca foi à festa,
Na obra do bolinha.
Confesso não gostei,
Dos modos da casinha.
Muita marmelada,
Nunca vi igual…
Sobravam engenhocas com
As raposas no arraial.

Porém pouco durou,
A pose de machão
Pois bolinha com ciúmes,
Começou a implosão.
Esaurinha tropeçou,
E fatos revelou…

E a obra do bolinha, num
Inferno se tornou.

Bolinha provou…
Que é avarento pra chuchu.
E que só gosta de tutu…
Graninha…
Por você ainda chora
Com tanto dão dando a revelação…
O Bolinha foi parar
Logo na prisão!

E, você vai continuar na obra “quadrada” do bolinha?

Ou vai continuar colecionando bonecos fabricados com a forma do bolinha da obra?

Foge dela, povo meu!

Paz e Graça,

Alandati.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s